sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O termo descartável

Saudações virtuais...
    Como alguém que gosta muito da linguagem, quer seja ao vivo ou virtual, me identifico com as palavras, então resolvi iniciar minha reflexão por uma...

O termo descartável, segundo o dicionário Aurélio, é um objeto que se lança fora, embora o adjetivo tenha sido empregado para seres humanos, este equívoco em olhar ao outro, é sem dúvida uma das maiores reemergências na sociedade vigente.
Os seres humanos, que já passaram de excluídos e não são mais vistos como pessoas que tem os mesmos direitos e deveres dos demais, são considerados meros objetos a serem ignorados, desrespeitados e restringidos de quaisquer obrigações que os governos e a sociedade devem ter para com os mesmos.
Nesses novos tempos, os homens esqueceram que todos precisamos do outro para nos constituir, formar nosso caráter, como também impulsionar todos os processos de aprendizagem os quais necessitamos para termos um lugar no mundo.
Todavia, no momento em que uma parcela da sociedade naturaliza um sentimento renegando o próximo, esquece que mesmo vivendo num sistema econômico neoliberal, necessita de redes, de comunidades e do coletivo para continuarmos na construção de um novo processo de produção.
Um processo, no qual visamos a melhoria para todos e não para alguns, numa instância, onde as pessoas são valorizadas e respeitadas pelos conhecimentos produtivos que possuem ou necessitam para permanecerem vivendo e se constituindo em sociedade.
Neste novo século, que ainda levanta a bandeira das políticas de outrora, o homem precisa parar e perceber que se não houver solidariedade e luta pelos mesmos ideais, muitos protestos ainda acontecerão, muito sangue se derramará e como diz o poeta, muitas crianças e jovens não encontrarão lugar ao sol.
                                             Juliana dos Santos

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Movimentos e Interações Sociais

Saudações emergentes!!!         


           A era digital nos possibilita uma interação cibernética, isto é, compartilhamos de espaços virtuais. Por outro lado, estamos sendo excluídos da vida em comum, do cotidiano, por inúmeras razões. A sociedade de consumo privilegia àqueles que têm acesso ao capital.
            Os movimentos sociais acontecem em todo e qualquer espaço, seja ele cibernético ou não.  A internet propicia a interação entre sujeitos de várias classes e a identificação entre os iguais, independentemente da ideologia. É um espaço onde o livre arbítrio permeia as relações e, por esta razão cada vez mais as manifestações sócio-políticas estão sendo compartilhadas.
            A modernidade está presente no modo de ser e de pensar do sujeito, na maneira como ele vivencia a evolução, não nos objetos, na materialização tecnológica.
            Como disse nosso mestre, Paulo: "criar é resistir e resistir é criar".
            Talvez possamos criar sem medo de resistir e resistir ao medo de criar, vencendo desta maneira a apatia e, enfrentando assim o poder das classes dominantes.
 
            Maria do Carmo

A manifestação da Padawan Patrícia


Saudações solidárias!!

Partindo das duas grandes revoluções , que: ” não deu em nada e machucou” , é possível observar que no novo século, uma revolução só é possível a partir do conhecimento.

É necessário perceber a diferença entre informação e conhecimento.

A informação, hoje, vem via Internet e através de novas tecnologias, (em uma velocidade assustadora), onde é vendida a falsa idéia de que todos somos iguais. Essa igualdade é uma igualdade virtual e que, em momento algum, é trazida para a vida real.

As informações oferecidas pelas tecnologias, só se transformam em conhecimento quando absorvidas, e sua construção se completa quando na interações com o outro.

Mas, para acontecer a revolução, é também preciso querer, e este querer só tem sentido se aliado a um desejo de transformação. E que transformação seria essa? Sentimos a necessidade de algo novo. Um novo que não somente vendesse igualdade e prometesse mudanças, mas um novo que se debruce nas contradições, pois são nelas que encontraremos uma saída.

O que temos no mundo atual é um mundo pautado na competição, onde buscamos incessantemente competir, e somos transformados em mercadoria. Como as possibilidades de competições são desiguais, passamos a olhar o próximo como um inimigo a ser devorado e descartado. E somos nós que o transformamos em coisa, a partir do bombardeio de informações, e se o transformamos em um competidor, ou em coisa, esquecemos de que ele é parte fundamental na re-invenção de estratégias de sobrevivência e lde luta por um mundo melhor e mais justo. Isso é uma contradição.

Só o conhecimento nos leva a agir e desejar ocupar espaços e ou praças públicas, sem meramente levantarmos bandeiras, mas com o intuito de ocuparmos esses espaços de forma propositiva, onde o ser humano possa gerenciar o seu conhecimento. E este conhecimento não é algo distante de si, mas tendo como ponto de partida a sua própria trajetória e o seu cotidiano, perspassado pelo mundo que o cerca e em interatividade com o outro.

È re-emergência dominarmos nossa própria história e nos reconhecermos como parte de um coletivo e este parte de nossa existência, pois somente assim, poderemos re-criarmos a solidariedade e através dela nos colocarmos em movimento. É re-emergência, pois é no coletivo e no re-conhecimento dele que está a chave para uma transformação verdadeira. O poder de criar do ser humano é infinito, mas é preciso que ele se perceba em todos os processos da história, e nunca sozinho, para que a partir dessa nova visão de si e de mundo, possa agir, reagir, criar, transformar e não somente resistir.

Afinal, os detentores do poder resistem bravamente ás suas flâmulas, enquanto que as pessoas que saem às ruas para defenderem unicamente as suas, são esmagadas.

Um novo ser só surgirá quando a luta for universal, ou seja, pelo engajamento, pela paixão, pelo desejo de transformar o mundo para todos e não para si. A luta por um mundo onde todas as pessoas estejam comprometidas com o todo e que reconheçam o outro não mais como “coisa”, ou como um adversário, mas como um igual.

Patrícia

Primeira Fala provocada - a manifestação do Jedai Paulo!!!

Saudações emergentes!
 A provocação do prof. Valter tem sentido? está vinculada a proposta do seminário?
Se ela não é apenas um exercício intelectual, então precisamos ter presente o que e porque nas emergências do espaçossocial se modelam outros comportamentos.
Além disso, as manifestações dos meses que passaram ( Primavera Árabe, Chile, Londres, Espanha) marcam o início de um outro tempo societal.Trata-se  de um movimento que confirma a profundidade de um  mal estar social que não é conjuntural , mas sim frente ao começo de uma previsível nova onda de mobilizações.

São movimentos que rompem com apatía e o medo que até então tinham sido a nota nota dominante?

A re-emergência deste “ movimento social” surpreende, porque tem na internet, nas redes sociais, twitter e facebook, não só a ferramenta de comunicação. O ciber espaço se apresenta com lugar  de discusão, de politização e de formação de uma identidade e um patrimônio compartilhado?
Temos assistido a recuperação da confiança coletiva na capacidade de transformar as coisas. Anos de derrotas e retrocessos e a falta de vitórias vinham mostrando que as mobilizações e a ocupação do espaço público nem sempre eram o melhor caminho.
Mas as revoluções no mundo árabe e, também, a vitória contra banqueiros e governantes na Islandia transmitiram a mensagem muito clara: "Sim, é possível". Ou estamos nos enganando?
O movimento em curso expressa um tipo de radicalização social  e tem  um duplo eixo constitutivo inseparável:
a crítica a classe política e aos poderes econômicos e financeiros
o  servilismo e cumplicidade com o mundo dos negócios.
Os acampamentos e ocupações de praças não têm sido um fim e si mesmas. Têm atuado simultaneamente como referentes simbólicos e base de operações, de palanque para propulsar mobilizações futuras, e de porta voz para amplificar as presentes.
O ponto de inflexão e que vale a pena nosso grupo refletir:
O tempo acelerado e condensado das ocupações (emergências) tem se apresentado como surpresa para aqueles que detêm o poder, porque um novo ator político social se apresenta?
Ou porque a resistência é um tempo que tudo comprime e nos torna fortes, militantes e comprometidos?
Já temos uma consigna para o século XXI (nesta arrancada):
criar é resistir
resistir é criar

Paulo

EAD 27-09-2011 - a Fala está com vocês!!!!

 Em tempos de século novo e políticas antigas, com a naturalização do egocentrismo e passagem dos excluídos para descartáveis, que (quais) re-emergências você identifica/localiza ? Do que mesmo estamos falando?
Manifestações devem ser postadas aqui no blog atráves de postagens ou comentários, com a sugestão de que sejam inter-complementares, trabalahndo na linha de organizarmos um texto coletivo sobre o tema, apenas como exercício para a tarefa final.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Email do Paulo sem saber, parece, do blog!!!

Saudações
Estamos entrando em contato, ainda através do email porque o Blog se apresenta com limites operacionais (Valter e Paulo são uns incompetentes tecnológicos que pouco a pouco se dão conta dos limites da tecnologia). Por outro lado, a partir da semana teremos o apoio logístico de uma monitora que tornará esta ferramenta mais palatável.
Enquanto isso  estamos disparando as primeiras notas para o grupo.

Paulo/Valter

15.09.11 – Primeiros contatos imediatos
A título de boas vindas: a lógica da "presença ausente"  ou de que a "não presença não significa ausência".
O seminário -  Re- emergência das solidariedades nos processos econômicos associativos periurbanos: memória e educação -  tenta insinuar que a inserção de temas contemporâneos – emergência de processos aparentemente insignificantes da vida cotidiana e do fazer produtivo - não pode ser realizada numa concepção meramente "bancária" de educação. 
A participação em cursos de complementação sejam eles de pós-graduação ou especialização requer metodologias inovadoras, participativas, especialmente porque a grande maioria dos temas contemporâneos já está divulgada nos meios de comunicação e de alguma forma são analisados na mídia.
A proposta de refletir sobre – Re-emergência  das solidariedades nos processos econômicos associativos periurbanos: memória e educação associativa - torna-se viável quando a proposta encontra a disponibilidade de um grupo que busca o diálogo entre educadores e educandos, ou antes, entre os conhecimentos/saberes existentes no grupo para cotejá-los com aqueles conhecimentos ditos científicos e/ou os conhecimentos de senso comum.
A escolha da sala de aula como lugar privilegiado para a discussão é/será o artifício técnico para reduzir a distância epistemológica entre esses conhecimentos. Entre os recortes disciplinares (plurais) dos participantes e o tensionamento proposto pelas leituras que foram propostas. Nelas existem continuidades e rupturas: o olhar especial proposto pelos autores pode nos ajudar a definir quais serão os conceitos fundamentais da teoria, e os temas de interesse de cada um , por sua vez, podem contribuir para eleger a metodologia apropriada para a construção do texto coletivo proposto como avaliação.
O ambiente virtual – blog do seminário – ao agregar as ferramentas de comunicação e  interação on-line, como o fórum, o blog e o chat podem ser um dos mecanismos de mediação que dá a proposta a dinâmica necessária para que discentes e docentes conciliem seus tempos/horários e incrementem ações paralelas que sirvam de auxilio para a compreensão da teoria.
Além de ler textos e interpretá-los o que se pretende é que ao fim e ao cabo consigamos construir uma linguagem comum que possibilite o possibilite um constante diálogo problematizador.
O que pode conferir alguma singularidade ao grupo e a proposta de trabalho é o fato dela se desenvolver partindo do princípio de que o desenvolvimento de um processo reflexivo é determinado pelas ações mútuas entre o indivíduo e o meio (alguns, assim como  LEV SEMINOVITCH VYGOTSKY (1896/1934) chamam isso de construtivismo social).
Paulo /Valter

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Pessoas do lado claro da Luz: sejam bem vindos à disciplina Re-emergências das solidariedades nos processos econômicos associativos periurbanos: memória e educação. Como o Grande Mestre Jedai Paulo Albuquerque ressaltou, o título é quase um enredo de escola de samba, só que, após a primeira aula, certamente teremos argumentos para um bom samba coletivo. Este espaço é nosso, de todos, para seguirmos contatados para além dos encontros presenciais, trocando e crescendo na convivência.