sexta-feira, 30 de setembro de 2011
O termo descartável
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Movimentos e Interações Sociais
A manifestação da Padawan Patrícia
Partindo das duas grandes revoluções , que: ” não deu em nada e machucou” , é possível observar que no novo século, uma revolução só é possível a partir do conhecimento.
É necessário perceber a diferença entre informação e conhecimento.
A informação, hoje, vem via Internet e através de novas tecnologias, (em uma velocidade assustadora), onde é vendida a falsa idéia de que todos somos iguais. Essa igualdade é uma igualdade virtual e que, em momento algum, é trazida para a vida real.
As informações oferecidas pelas tecnologias, só se transformam em conhecimento quando absorvidas, e sua construção se completa quando na interações com o outro.
Mas, para acontecer a revolução, é também preciso querer, e este querer só tem sentido se aliado a um desejo de transformação. E que transformação seria essa? Sentimos a necessidade de algo novo. Um novo que não somente vendesse igualdade e prometesse mudanças, mas um novo que se debruce nas contradições, pois são nelas que encontraremos uma saída.
O que temos no mundo atual é um mundo pautado na competição, onde buscamos incessantemente competir, e somos transformados em mercadoria. Como as possibilidades de competições são desiguais, passamos a olhar o próximo como um inimigo a ser devorado e descartado. E somos nós que o transformamos em coisa, a partir do bombardeio de informações, e se o transformamos em um competidor, ou em coisa, esquecemos de que ele é parte fundamental na re-invenção de estratégias de sobrevivência e lde luta por um mundo melhor e mais justo. Isso é uma contradição.
Só o conhecimento nos leva a agir e desejar ocupar espaços e ou praças públicas, sem meramente levantarmos bandeiras, mas com o intuito de ocuparmos esses espaços de forma propositiva, onde o ser humano possa gerenciar o seu conhecimento. E este conhecimento não é algo distante de si, mas tendo como ponto de partida a sua própria trajetória e o seu cotidiano, perspassado pelo mundo que o cerca e em interatividade com o outro.
È re-emergência dominarmos nossa própria história e nos reconhecermos como parte de um coletivo e este parte de nossa existência, pois somente assim, poderemos re-criarmos a solidariedade e através dela nos colocarmos em movimento. É re-emergência, pois é no coletivo e no re-conhecimento dele que está a chave para uma transformação verdadeira. O poder de criar do ser humano é infinito, mas é preciso que ele se perceba em todos os processos da história, e nunca sozinho, para que a partir dessa nova visão de si e de mundo, possa agir, reagir, criar, transformar e não somente resistir.
Afinal, os detentores do poder resistem bravamente ás suas flâmulas, enquanto que as pessoas que saem às ruas para defenderem unicamente as suas, são esmagadas.
Um novo ser só surgirá quando a luta for universal, ou seja, pelo engajamento, pela paixão, pelo desejo de transformar o mundo para todos e não para si. A luta por um mundo onde todas as pessoas estejam comprometidas com o todo e que reconheçam o outro não mais como “coisa”, ou como um adversário, mas como um igual.
Patrícia
Primeira Fala provocada - a manifestação do Jedai Paulo!!!
A provocação do prof. Valter tem sentido? está vinculada a proposta do seminário?
Se ela não é apenas um exercício intelectual, então precisamos ter presente o que e porque nas emergências do espaçossocial se modelam outros comportamentos.
Além disso, as manifestações dos meses que passaram ( Primavera Árabe, Chile, Londres, Espanha) marcam o início de um outro tempo societal.Trata-se de um movimento que confirma a profundidade de um mal estar social que não é conjuntural , mas sim frente ao começo de uma previsível nova onda de mobilizações.
São movimentos que rompem com apatía e o medo que até então tinham sido a nota nota dominante?
A re-emergência deste “ movimento social” surpreende, porque tem na internet, nas redes sociais, twitter e facebook, não só a ferramenta de comunicação. O ciber espaço se apresenta com lugar de discusão, de politização e de formação de uma identidade e um patrimônio compartilhado?
Mas as revoluções no mundo árabe e, também, a vitória contra banqueiros e governantes na Islandia transmitiram a mensagem muito clara: "Sim, é possível". Ou estamos nos enganando?
a crítica a classe política e aos poderes econômicos e financeiros
o servilismo e cumplicidade com o mundo dos negócios.
O tempo acelerado e condensado das ocupações (emergências) tem se apresentado como surpresa para aqueles que detêm o poder, porque um novo ator político social se apresenta?
Ou porque a resistência é um tempo que tudo comprime e nos torna fortes, militantes e comprometidos?
Já temos uma consigna para o século XXI (nesta arrancada):
criar é resistir
resistir é criar
Paulo