Este foi o texto escrito que enviei somente ao Valter antes do último encontro, porém agora estou conseguindo enviar à todos, pois fiz as pazes com o blog! 'hihihihihihii"
Sentimento a ser repensado.
Solidariedade é uma dessas palavras que só é salientada nos discursos quando se precisa de respostas imediatas, em calamidades, por exemplo, todos como se brotasse do nada viram solidários e assim, o Brasil se destaca em relação ao planeta por sua veia solidária, todavia, este sentimento só é manifestado quando grandes apelos midiáticos o querem.
Conforme Rubem Alves solidariedade é esse sentimento que nos torna humanos. É um sentimento estranho - que perturba nossos próprios sentimentos. A solidariedade nos faz sentir sentimentos que não são nossos, que são de um outro. Este efeito fica mais evidente nas horas de grande sofrimento, de grandes desastres, de momentos onde conseguimos nos colocar no lugar do outro, pois o ser humano, devido sua inteligência sabe que catástrofes podem ocorrer a qualquer um.
Entretanto, não devíamos nos comover somente nesses casos, devíamos sim ser tocados com pequenas coisas, pois a solidariedade não é um sentimento que aparece e desaparece como passe de mágica, deveria ser algo que está dentro da gente em qualquer situação, ao ajudar um senil atravessar a rua, avisar um colega que uma reunião foi cancelada, auxiliar uma mãe no parque que está com um bebê recém nascido, entre outros vários exemplos que poderia citar por horas.
A modernidade fez com que esquecêssemos que pequenos atos de solidariedade involuntária são tão grandiosos quanto os de grande impacto. Estas atitudes a que me refiro, não podem ser ensinadas a uma criança, por exemplo, pois crianças, aprendem muito mais por exemplos do que com palavras como diz Paulo Freire, e o que os nossos pequenos estão vendo hoje, são adultos sendo solidários somente em grandes eventos como Criança Esperança, Teletom entre outros promovidos pela mídia.
Precisamos nos acordar e percebermos que como diz Rubem Alves a solidariedade não se ensina, não se ordena nem se produz, pois deve ser semente que nasce, e para conseguirmos com que esse sentimento seja mais amplo nas futuras gerações, necessitamos de mudança de atitudes com o próximo. Sendo assim, acredito que se essa geração conseguir perceber esta mudança em nossas ações diárias nas escolas, no trânsito, no convívio familiar, eles sim perceberão a magnitude em ser solidário, manifestando este sentimento como algo que nos é orgânico e não meramente mecânico.
Solidariedade, portanto é algo a ser melhorado e trabalhado em nós educadores, tanto no âmbito individual como no coletivo. Sendo que solidariedade só se manifesta em contato com a necessidade do outro, devemos ter mais solidariedade no processo de ensino aprendizagem, no contato e respeito aos espaços periurbanos em que muitos dos nossos educandos têm origem, assim estaremos educando pelo o exemplo e agindo desse modo conseguiremos ver em todos, atos verdadeiramente solidários num futuro próximo.
Juliana Santos
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