O filme “SI PUÒ FARE”, baseado em fatos reais, traz à tona várias questões do cotidiano, uma delas é o preconceito que as pessoas com deficiências sofrem e as dificuldades que elas encontram para atender as suas necessidades de sobrevivência, assim como qualquer cidadão comum.
Outro ponto importante que o filme nos mostra é o trabalho solidário como força motriz, ou seja, aquilo que nos move e faz as coisas acontecerem, a partir do momento em que cada elemento do grupo tem a sua função valorizada.
Pessoas com deficiências sempre foram consideradas incapazes para o trabalho produtivo, esta é a lógica do capital. Portanto, reconhecê-las como capazes, foi uma vitória da ideologia humanista que privilegia o Homem a cima de tudo.
O ser humano é único, tem nas suas peculiaridades a maior riqueza. Cada pessoa tem um ritmo próprio, independentemente de ser deficiente ou não. Nello soube reconhecer que embora fossem deficientes, os componentes da cooperativa, eram capazes de produzir e demonstrar talento naquilo que se propunham fazer.
O que resta saber é quantos Nellos existem por aí, capazes de acreditar que podemos construir um mundo mais justo e igualitário, onde a inclusão de pessoas deficientes na economia solidária é possível e, principalmente no na vida do Homem comum.
Maria do Carmo
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