segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Dá Para Fazer

Um filme instigante, provocador e ao mesmo tempo terno, estimulante, que nos enche de energia e de coragem de ousar nas relações de trabalho que a vida nos impõe, ou oferece.

Mostra o Cooperativismo Social como uma alternativa coerente e interessante de busca de soluções para o mundo do trabalho. Nele é retratado um projeto específico, ou seja, com trabalhadores da saúde mental, mas o que não limita a perspectiva de inversão da forma de trabalho assistencial para um trabalho social.

O respeito às capacidades individuais, também é ponto forte em Dá Pra fazer. Bem mais do que simples divisão de tarefas, o respeito ás limitações e o reconhecimento dos talentos são ingredientes que unificam e ao mesmo tempo solidariza o grupo.

Pensar um trabalho solidário nessa ótica é acreditar que um outro tipo de relação entre trabalhadores cooperativados, ou não, é possível, pois fortalece uma ótica horizontal nas relações de gestão, com respeito às diferenças, mesmo quando todos parecem iguais; com valorização das potencialidades e, o mais generoso, com o empoderamento dos trabalhadores, enquanto sujeitos conscientes de sua ação e de seu lugar no grupo.

Dá Pra Fazer nos diz, em alto e bom tom, que é preciso rever a forma de trabalho cooperativado, assim como as relações impostas e pouco construídas em grupo, mas nos deixa um exemplo de cooperativismo comprometido, ético e político.

Se dá pra fazer, então façamos.

Patrícia Berg

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