terça-feira, 15 de novembro de 2011

Si Puó Fare (“Dá Para Fazer”)

É um filme inspirador que nos remete a refletir o que podemos fazer para melhorar a situação de quem está fora dos padrões sociais ditos “civilizados” que a nossa sociedade proclama. Repensando o tema de nosso seminário re-emergências e solidariedade o Si Puó Fare nós revela um modelo não tão atual de ressocialização, de reinserção, de inspiração, de emancipação social e profissional que é o cooperativismo. Ele demonstra que podemos investir nos setores excluídos da sociedade sem o assistencialismo social e motivar até os mais “limitados” desde que tenham uma chance de mostrarem os seus potenciais. O indivíduo, independente de quem quer que seja, para se sentir incluído deve ter o seu espaço e oportunidade para conquistar a sua cidadania, incluindo o direito ao trabalho, onde ele se sinta importante e independente, ter um salário que possa satisfazer suas necessidades essenciais e um mínimo de lazer. Um lugar de trabalho onde ele se sinta parte do processo como um todo, onde não existe patrão ou empregado. Um trabalho onde todos são donos dos meios – de - produção e o salário dividido em proporções iguais. O cooperativismo social inclui e não exclui, não compete, auxilia, além de potencializar e de revelar as habilidades individuais, as quais são importantes no processo de emancipação e desenvolvimento pessoal e coletivo. Conforme o provérbio popular “a união faz a força”, mas precisamos encarnar o Nello, precisamos ser a alavanca no inicio do processo, precisamos fazer e “Dá Pra Fazer”!

Dirceia Fajardo

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