sábado, 24 de dezembro de 2011


As políticas públicas educacionais, apesar de na sua essência, ser uma proposta interessante e de boas intenções, deixa a desejar na implementação, pois não oferece condições estruturais e recursos humanos qualificados para o trabalho. exemplo o Programa Mais Educação, que se bem planejado e tendo condições de operar seria uma ótima opção para a formação de consciência humana, no sentido de construir realmente conhecimentos.
Ainda estamos com um tratamento periférico para a educação e quando se trata de educação escolar do campo, tem-se ainda muito que avançar. As políticas que existem se dá muito mais pela luta dos movimentos sociais do que pela compreensão institucional da importância da educação.
Os olhares que se dá a educação se pautam muito mais por políticas assistenciais financiadas pelo Banco Mundial, do que pela necessidade e o respeito as comunidades, aos povos nas suas mais diversas realidades.
Nossa história de educação, principalmente do campo está muito enraizada ainda no latifúndio, no cativeiro, e para isso qualquer coisa serve. Claro que já se tem muitas conquistas, mas ainda estamos engatinhando em termos de conquistas e condições.  
È preciso recolocar a importância da educação na sociedade, reconhecendo e respeitando os modos próprios de vida social e dos espaços existentes partindo do micro para chegar ao macro,  para que não se torne apenas depósitos de crianças e de seres humanos.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Processos educativos na perspectiva da solidariedade

No que se refere a processos educativos , nos deparamos com as politicas públicas em interfase com a realidade que encontramos nos espaços escolares .
Na educação básica , peça inicial de construção de aprendizagens efetivas nos anos iniciais se depara uma triste realidade ,ou seja de um lado os avanços financeiros e recursos materiais pedagógicos e por outro ,o pouco estimulo e motivação dos professores , não que isso seja uma regra ou desculpa pelo fracasso do meio escolar , mas com certeza isto esta intimamente relacionado .
A solidariedade numa visão de ação comunitária ,propõe nos espaços escolares re-inventar e garantir qualidade pedagógica , demonstrando aos envolvidos a qualidade das aprendizagens nestes espaços escolares.
Ao definir processos educativos devemos entender a validade dos programas oferecidos pelo Ministério da Educação , como instrumentos de efetivação das politicas educacionais e reconher nos espaços comunitários como estão sendo efetivadas .

Inclusão e diversidade

A inclusão das pessoas com deficiencias nos espaços sociais , educacionais e culturais nos remete a refletir as ações e intervenções voltadas as politicas públicas , onde a solidariedade esta mais voltada aos aspectos assistencialistas do que a simplicidade em inserir todos na sociedade .

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Boas Festas!!!!!!



Maria do Carmo
Bom dia, pessoal!

Tendo em vista a dificuldade que algumas colegas estão encontrando em construir o texto ou de utilizar esta ferramenta (blog), vou aguardar as instruções dos professores para dar continuidade a minha escrita. Não tenho a pretensão de escrevê-lo sozinha, visto que a construção é coletiva. Respondendo a pergunta da colega, Mara, acredito que o texto deva ser escrito na 3ª pessoa do singular, como qualquer artigo científico.

Há braçossssssssssssss

Maria do Carmo
Cara colega, tens que pedir a Aline para te convidar para o blog, acho que é isso... entre em contato com ela, pois conseguirá te ajudar.
   Abraços, Juliana

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

HELP

Não consigo acrescentar minhas colaborações diretamente ao texto, então estou postanto como comentário.

Alguém pode me indicar o caminho das pedras pra eu ter acesso ao texto?
Aguardo...
Obrigada, Mara.
Olá pessoal, confesso que não estou conseguindo adicionar muita coisa nesse texto que já está em andamento. Profes Paulo e Valter acho que precisamos de umas provocações para que a coisa renda mais um pouco... E os demais colegas??
      Abraços a todos,
 Juliana Santos

domingo, 11 de dezembro de 2011

Texto Coletivo - Continuando...

Bom dia, meninas!!!!!!!!

Tentei fazer alguns alinhavos, porque para a costura final, ainda é cedo. Fiz apenas uma correção na citação de Todorov da Ju, quanto às cores, apenas escureci o verde da correção e deixei o todo o texto da Ju em azul, o da Pati ficou em vermelho e o meu em preto. Se eu estiver enganada, por favor me corrijam.
Bjinhosssssssssss

Título:................ 


Da sala de aula até a porta de saída do prédio existe um tempo e um espaço onde os discursos afloram. Podemos chamá-los de “discursos de corredor”. Não sei por que isso acontece, (mas acontece): eles surgem com clareza e com verdades absolutas. Neles sabemos exatamente o que queremos e buscamos, seja ao falarmos de projetos ou de referenciais e teorias.
Isso talvez aconteça porque liberamos nossa mente dos bloqueios impostos pelo formato do ambiente formal que perdura das escolas às universidades. E se isso é verdade, também é verdade que os espaços de aprendizagem precisam ser repensados, ou re-inventados para permitir a fruição da linguagem e da mente.
Partindo desse pressuposto, analisar e entender a construção do conhecimento que se dá nas ruas e nos espaços não formais de educação é elemento fundante de pesquisa para essa reinvenção.
Peguemos o exemplo da aprendizagem da língua estrangeira. Ao entrarmos em uma comunidade periurbana, onde as dificuldades e carências são evidentes, professores se deparam com uma realidade distanciada da sua e pouco fértil para criar o desejo nos alunos em aprender uma nova língua. As técnicas e os meios de ensino não estimulam o querer e não justificam sua existência. Por outro lado, para os alunos a forma é desconexa da realidade vivida.
Porém, fora da sala, se nos atentarmos e prestarmos atenção nas conversas, certamente veremos diálogos do tipo:
- E aí brother? Vamos comer um hot dog?
- Bah, never!! Tô sem money.
- No problem…I have.
Isso mostra que, para além de um conjunto de regras gramaticais e de palavras a serem memorizadas, existe um “corredor” usado como meio de aprendizagem e de troca de um sistema de códigos linguísticos, os quais dominam e dos quais se utilizam como instrumento para interagirem com o mundo. (Pat)
Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
Os espaços periurbanos aparecem como fronteiras entre a cultura urbana e rural, quando na verdade já foram derrubadas. A linha que separa as civilizações do mundo moderno é muito tênue. O acesso à informação não privilegia somente àqueles que detêm o capital, poucos não sabem o que seja hot dog ou money.
É preciso reinventar não apenas novas formas de ensino-aprendizagem, mas uma nova forma de ver o Homem. Ter um novo olhar significa desmistificá-lo, conseguir enxergá-lo por inteiro, sem preconceitos e sem barreiras. Reinventar é lembrar e por em prática relações horizontais, onde as diversas singularidades constroem uma rica pluralidade de identidades e de saberes. Reinventar é superar o possível!
A nova sociedade requer que além de saber conviver com as diferenças, saibamos compartilhar conhecimento/saber com quem quer que seja, independentemente do espaço social. (MC)
Todavia, a educação permanece como a velha barreira dos bancos escolares que séculos nos persegue, precisamos parar e ter um novo olhar. Assim nos depararemos com espaços onde a aprendizagem não somente da língua estrangeira, mas da geografia, da matemática e tantas outras disciplinas já são ensinadas e aprendidas através da convivência com outros integrantes da sociedade, que não necessariamente sejam professores.
Ter um novo olhar significa nos desprendermos dos velhos moldes que a nossa memória insiste em ficar atada para conseguirmos então, dar um passo a frente para reinventar velhas e novas formas de aprender que perpassam por outras práticas não formais de “ensinagem”.
Entretanto, para conseguirmos enxergar novas formas de aprender, precisamos primeiro analisar os processos solidários que permeiam as comunidades, coooperativas e tantos outros espaços de economia solidária, onde as pessoas por terem um objetivo maior e coletivo, se ensinam uns aos outros, fortalecem e respeitam o potencial de cada um e dessa forma o envolvimento e motivação que faltam nas salas de aula formais já ocorre nesses espaços ditos (in)visíveis.
Vivemos um tempo de re-emergência onde há um grande distanciamento da teoria e do empirismo. A escola insiste em teorizar, avaliar, ditar o certo ou o errado segundo as diferentes epistemologias, enquanto que nos espaços periurbanos o que ocorre são vivências de aprendizagem, são artefatos que foram apreendidos na práxis, são avaliações de vidas e não de estudos científicos. (JU)
Nesses espaços, essas vivências vêm de diferentes formas: através da educação informal, da educação de jovens e adultos, da educação popular e também da educação formal. Cada uma com suas características próprias, mas com o objetivo comum de transformar os sujeitos em atores sociais, econômicos e culturais.
Por mais contundente que seja a crítica com o formato da escola hoje, com o distanciamento desta com a vida real que está para além dos muros escolares, ainda assim não podemos negá-la. Ela existe e está na comunidade, e é nela que muitos irão buscar a possibilidade de mudança de seu status quo, embora de lá evadam sem nenhuma bagagem cultural. (Pat)
A grande transformação necessária nesses novos tempos,pode ser utópica, porém uma alternativa seria apanharmos a sabedoria encontrada nas ruas e levá-la às escolas, para que assim ocorra um diálogo mais válido na educação, um diálogo onde memórias e vivências se unam aos estudos teóricos, para então falarmos em processos de ensino aprendizagem com propriedade. (Ju)
Outra seria re-conhecermos os espaços constituídos na comunidade enquanto lugar de apoderamento e de construção de protagonismos, entender como neles são construídas novas e diferentes pedagogias, e a partir disso fortalecer interações e cooperações entre escola/comunidade.
Quem domina o conhecimento, acaba também por controlar os meios de expressão e de criação. Então fortalecer os espaços da comunidade significa socializar ferramentas de construção de futuro.
Descobrir como essas comunidades se organizam, aprendem , se relacionam, é essencial para a construção de uma estratégia e de um método onde a proposta da relação solidária seja meio para que a comunidade se perceba e tenha domínio de sua história e de sua cultura. É a partir da riqueza disponível no território, seja esta organismos, pessoas, saberes ou bens materiais/ imateriais, que ocorre a mobilização para uma educação libertária e que só se dá efetivamente no coletivo e em determinados espaços.
Que espaços são esses e como se utilizam da memória, da oralidade, dos costumes, da língua, para terem, verdadeiramente, conhecimento de sua história, domínio de seu presente e serem responsáveis por seu futuro? Que apelos os permitem trabalhar com diferentes atores buscando uma identidade que os una e os façam participar e lutar por melhoria de vida? Como que mesmo com escassos recursos financeiros, se apropriam dos recursos culturais e patrimoniais da comunidade, individual e coletivamente, e os transformam em matéria prima para criar uma nova pedagogia? (Pat)
De acordo com Todorov (2008, p.20) “a vida em sociedade impõe a aprendizagem da reciprocidade”, e é exatamente isso que está faltando nos educadores, a humildade para fazermos trocas recíprocas e aceitar que saberes da rua, também são importantes para a construção da sociedade e que não são meramente objetos de estudo.
Essa reciprocidade é visível em espaços onde um bem comum, um interesse maior é construído pelo coletivo, que pode ser dentro dos movimentos socias, em grupos que visam uma economia solidária ou até mesmo em grupos de vulnerabilidade social nas ruas de Porto Alegre. (Ju)
A economia solidária adquire uma dimensão maior, quando nestes espaços são compartilhados os saberes da produção. O intuito deveria ser a possibilidade de todos evoluírem juntos. Nas relações de trabalho onde a equidade é um valor, as trocas são mais efetivas e a aprendizagem passa a ser extremamente significativa.
Poderíamos trazer como exemplo o caso de uma confecção da moda feminina, cooperativa de modelistas e costureiras. O conhecimento/saber necessário para executar o trabalho ultrapassa o simples costurar, a modelagem exige conhecimentos de matemática, embora o trabalhador em geral não tenha noção de geometria plana ou espacial, consciente.
Esse é mais um dos pontos que gostaríamos de trazer para reforçar a idéia de a aprendizagem que se dá nestes espaços é um saber significativo e de extremo valor para a evolução da sociedade como um todo. A maneira como o homem produz a riqueza e como se relaciona com o trabalho é determinante no modo de produção do Estado. Segundo Martins (2011, p.104), “A coisificação das relações sociais promove a alienação do homem em relação à sua obra, faz com que apareça como coisa e objeto, e não sujeito de sua própria obra.”
O grande desafio é transformar a velha forma de produção em um meio partícipe de sobrevivência, onde o trabalhador seja quem pratica a ação, sujeito da sua história e não objeto, mero espectador. A práxis exige rigor epistemológico, trocas sistemáticas, não existe a possibilidade de se obter um resultado satisfatório quando não existe o comprometimento com a realidade posta.
Paulo Freire dizia que ninguém é uma tabula rasa, portanto respeitar os saberes do trabalhador é condição sine qua non para que o processo de ensino-aprendizagem se estabeleça. Desta maneira, seriam utilizados na prática todo e qualquer conhecimento já experimentado ou vivenciado e, assim, haveria uma contribuição efetiva para o desenvolvimento do coletivo. (MC)
O ser humano apropria-se do conhecimento de diversas maneiras e, cada indivíduo tem na sua peculiaridade um mecanismo de como reter este saber, estamos dizendo com isso que a memória está intimamente ligada com as conexões feitas ao longo deste processo, ou seja, memória e educação fazem parte da identidade de cada um de nós.
Voltemos à questão da cooperativa de modelistas e costureiras. A moda é cíclica e o passado histórico é uma fonte de inspiração. Por esta razão, quando estamos falando de recursos patrimoniais e culturais, não podemos esquecer as partes que compõe o todo. A indumentária é parte integrante da história e da cultura de um povo, reflete a sua identidade.
  Segundo Morin (2000, p.52),

 O homem somente se realiza plenamente pela cultura e na cultura. Não há cultura sem cérebro humano (aparelho biológico dotado de competência para agir, perceber, saber, aprender), mas não há mente (mind), isto é, capacidade de consciência e pensamento, sem cultura.


Todo processo educativo passa por questões de cunho ideológico e está intimamente relacionado à memória histórica. O desenvolvimento sócio-econômico da civilização é resultado de uma eterna luta de classes.
Os movimentos sociais têm o intuito de promover a melhoria de vida do coletivo através da economia solidária ou de associações de classe e, são responsáveis pela luta das classes menos privilegiadas, assim como, pelo reconhecimento do homem como agente integrante do processo produtivo. (MC)

Maria do Carmo Vargas




sábado, 10 de dezembro de 2011

Continuação da construção do texto.

Meninas...fiz mais algumas contribuições e acabei colocando as iniciais no final de cada uma,mas caso prefiram deixar em cores, usei a vermelha, e o verde correção. Fi-lo para que possamos nos identificar e assim qdo tivermos dúvidas maiores possamos nos falar por email ou fone. E tb para as contribuições que virão, se as pessoas quiserem fazer o mesmo, já que não teremos mais aula presencial.

É tendência falarmos mais do que dominamos mais, então me aprofundei um pouco na questão da memória , mas quero que releiam e se de repente algo ficou desconexo, please, "conecteiam"...me empolguei, sorry...rsrsr

A Do carmo introduz um novo enfoque, a questão do trabalho, precisamos fazer a costura...!!

Ainda sem título....(!!!)

Da sala de aula até a porta de saída do prédio existe um tempo e um espaço onde os discursos afloram. Podemos chamá-los de “discursos de corredor”. Não sei por que isso acontece, (mas acontece): eles surgem com clareza e com verdades absolutas. Neles sabemos exatamente o que queremos e buscamos, seja ao falarmos de projetos ou de referenciais e teorias.

Isso talvez aconteça porque liberamos nossa mente dos bloqueios impostos pelo formato do ambiente formal que perdura das escolas às universidades. E se isso é verdade, também é verdade que os espaços de aprendizagem precisam ser repensados, ou re-inventados para permitir a fruição da linguagem e da mente.

Partindo desse pressuposto, analisar e entender a construção do conhecimento que se dá nas ruas e nos espaços não formais de educação é elemento fundante de pesquisa para essa reinvenção.

Peguemos o exemplo da aprendizagem da língua estrangeira. Ao entrarmos em uma comunidade periurbana, onde as dificuldades e carências são evidentes, professores se deparam com uma realidade distanciada da sua e pouco fértil para criar o desejo nos alunos em aprender uma nova língua. As técnicas e os meios de ensino não estimulam o querer e não justificam sua existência. Por outro lado, para os alunos a forma é desconexa da realidade vivida.

Porém, fora da sala, se nos atentarmos e prestarmos atenção nas conversas, certamente veremos diálogos do tipo:

- E aí brother? Vamos comer um hot dog?

- Bah, never!! Tô sem money.

- No problem…I have.

Isso mostra que, para além de um conjunto de regras gramaticais e de palavras a serem memorizadas, existe um “corredor” usado como meio de aprendizagem e de troca de um sistema de códigos linguísticos, os quais dominam e dos quais se utilizam como instrumento para interagirem com o mundo. (Pat)


Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.

Os espaços periurbanos aparecem como fronteiras entre a cultura urbana e rural, quando na verdade já foram derrubadas. A linha que separa as civilizações do mundo moderno é muito tênue. O acesso à informação não privilegia somente àqueles que detêm o capital, poucos não sabem o que seja hot dog ou money.

É preciso reinventar não apenas novas formas de ensino-aprendizagem, mas uma nova forma de ver o Homem. Ter um novo olhar significa desmistificá-lo, conseguir enxergá-lo por inteiro, sem preconceitos e sem barreiras. Reinventar é lembrar e por em prática relações horizontais, onde as diversas singularidades constroem uma rica pluralidade de identidades e de saberes. Reinventar é superar o possível!

A nova sociedade requer que além de saber conviver com as diferenças, saibamos compartilhar conhecimento/saber com quem quer que seja, independentemente do espaço social. (MC)

Todavia, a educação permanece como a velha barreira dos bancos escolares que séculos nos persegue, precisamos parar e ter um novo olhar. Assim nos depararemos com espaços onde a aprendizagem não somente da língua estrangeira, mas da geografia, da matemática e tantas outras disciplinas já são ensinadas e aprendidas através da convivência com outros integrantes da sociedade, que não necessariamente sejam professores.

Ter um novo olhar significa nos desprendermos dos velhos moldes que a nossa memória insiste em ficar atada para conseguirmos então, dar um passo a frente para reinventar velhas e novas formas de aprender que perpassam por outras práticas não formais de “ensinagem”.

Entretanto, para conseguirmos enxergar novas formas de aprender, precisamos primeiro analisar os processos solidários que permeiam as comunidades, coooperativas e tantos outros espaços de economia solidária, onde as pessoas por terem um objetivo maior e coletivo, se ensinam uns aos outros, fortalecem e respeitam o potencial de cada um e dessa forma o envolvimento e motivação que faltam nas salas de aula formais já ocorre nesses espaços ditos (in)visíveis.

Vivemos um tempo de re-emergência onde há um grande distanciamento da teoria e do empirismo. A escola insiste em teorizar, avaliar, ditar o certo ou o errado segundo as diferentes epistemologias, enquanto que nos espaços periurbanos o que ocorre são vivências de aprendizagem, são artefatos que foram apreendidos na práxis, são avaliações de vidas e não de estudos científicos.(JU)
Nesses espaços, essas vivências vêm de diferentes formas: através da educação informal, da educação de jovens e adultos, da educação popular e também da educação formal. Cada uma com suas características próprias, mas com o objetivo comum de transformar os sujeitos em atores sociais,econômicos e culturais.

Por mais contundente que seja a crítica com o formato da escola hoje, com o distanciamento desta com a vida real que está para além dos muros escolares, ainda assim não podemos negá-la. Ela existe e está na comunidade, e é nela que muitos irão buscar a possibilidade de mudança de seu status quo, embora de lá evadam sem nenhuma bagagem cultural. (Pat)

A grande transformação necessária nesses novos tempos,pode ser utópica, porém uma alternativa seria apanharmos a sabedoria encontrada nas ruas e levá-la às escolas, para que assim ocorra um diálogo mais válido na educação, um diálogo onde memórias e vivências se unam aos estudos teóricos, para então falarmos em processos de ensino aprendizagem com propriedade. (Ju)

Outra seria re-conhecermos os espaços constituídos na comunidade enquanto lugar de apoderamento e de construção de protagonismos, entender como neles são construídas novas e diferentes pedagogias, e a partir disso fortalecer interações e cooperações entre escola/comunidade.

Quem domina o conhecimento, acaba também por controlar os meios de expressão e de criação. Então fortalecer os espaços da comunidade significa socializar ferramentas de construção de futuro.

Descobrir como essas comunidades se organizam,aprendem , se relacionam, é essencial para a construção de uma estratégia e de um método onde a proposta da relação solidária seja meio para que a comunidade se perceba e tenha domínio de sua história e de sua cultura. É a partir da riqueza disponível no território, seja esta organismos, pessoas, saberes ou bens materiais/ imateriais, que ocorre a mobilização para uma educação libertária e que só se dá efetivamente no coletivo e em determinados espaços.

Que espaços são esses e como se utilizam da memória, da oralidade, dos costumes, da língua, para terem, verdadeiramente, conhecimento de sua história, domínio de seu presente e serem responsáveis por seu futuro? Que apelos os permitem trabalhar com diferentes atores buscando uma identidade que os una e os façam participar e lutar por melhoria de vida? Como que mesmo com escassos recursos financeiros, se apropriam dos recursos culturais e patrimoniais da comunidade, individual e coletivamente, e os transformam em matéria prima para criar uma nova pedagogia? (Pat)

De acordo com Todorov (p.20, 2008) “a vida em sociedade impõe a aprendizagem da reciprocidade”, e é exatamente isso que está faltando nos educadores, a humildade para fazermos trocas recíprocas e aceitar que saberes da rua, também são importantes para a construção da sociedade e que não são meramente objetos de estudo.

Essa reciprocidade é visível em espaços onde um bem comum, um interesse maior é construído pelo coletivo, que pode ser dentro dos movimentos socias, em grupos que visam uma economia solidária ou até mesmo em grupos de vulnerabilidade social nas ruas de Porto Alegre. (Ju)

A economia solidária adquire uma dimensão maior, quando nestes espaços são compartilhados os saberes da produção. O intuito deveria ser a possibilidade de todos evoluírem juntos. Nas relações de trabalho onde a equidade é um valor, as trocas são mais efetivas e a aprendizagem passa a ser extremamente significativa.

Poderíamos trazer como exemplo o caso de uma confecção da moda feminina, cooperativa de modelistas e costureiras. O conhecimento/saber necessário para executar o trabalho ultrapassa o simples costurar, a modelagem exige conhecimentos de matemática, embora o trabalhador em geral não tenha noção de geometria plana ou espacial, consciente.

Esse é mais um dos pontos que gostaríamos de trazer para reforçar a idéia de a aprendizagem que se dá nestes espaços é um saber significativo e de extremo valor para a evolução da sociedade como um todo. A maneira como o homem produz a riqueza e como se relaciona com o trabalho é determinante no modo de produção do Estado. Segundo Martins (2011, p.104), “A coisificação das relações sociais promove a alienação do homem em relação à sua obra, faz com que apareça como coisa e objeto, e não sujeito de sua própria obra.”

O grande desafio é transformar a velha forma de produção em um meio partícipe de sobrevivência, onde o trabalhador seja quem pratica a ação, sujeito da sua história e não objeto, mero espectador. A práxis exige rigor epistemológico, trocas sistemáticas, não existe a possibilidade de se obter um resultado satisfatório quando não existe o comprometimento com a realidade posta.

Paulo Freire dizia que ninguém é uma tabula rasa, portanto respeitar os saberes do trabalhador é condição sine qua non para que o processo de ensino-aprendizagem se estabeleça. Desta maneira, seriam utilizados na prática todo e qualquer conhecimento já experimentado ou vivenciado e, assim, haveria uma contribuição efetiva para o desenvolvimento do coletivo. (MC)

Texto Coletivo - Continuação

Colegas, 

Segue a continuação do texto, com uma pequena correção em vermelho. Ainda, não consegui definir o título. Prometo pensar nisso com carinho., já que o tema é tão instigante. A parte que fiz agora está em preto, abaixo do texto azul da Juliana, com direito a "riscos e rabiscos" (a regra continua).


Reinventar...( Continuamos sem título, por enquanto....) 

Da sala de aula até a porta de saída do prédio existe um tempo e um espaço onde os discursos afloram. Podemos chamá-los de “discursos de corredor”. Não sei por que isso acontece, (mas acontece): eles surgem com clareza e com verdades absolutas. Neles sabemos exatamente o que queremos e buscamos, seja ao falarmos de projetos ou de referenciais e teorias.
Isso talvez aconteça porque liberamos nossa mente dos bloqueios impostos pelo formato do ambiente formal que perdura das escolas às universidades. E se isso é verdade, também é verdade que os espaços de aprendizagem precisam ser repensados, ou re-inventados para permitir a fruição da linguagem e da mente.
Partindo desse pressuposto, analisar e entender a construção do conhecimento que se dá nas ruas e nos espaços não formais de educação é elemento fundante de pesquisa para essa reinvenção.
Peguemos o exemplo da aprendizagem da língua estrangeira. Ao entrarmos em uma comunidade periurbana, onde as dificuldades e carências são evidentes, professores se deparam com uma realidade distanciada da sua e pouco fértil para criar o desejo nos alunos em aprender uma nova língua. As técnicas e os meios de ensino não estimulam o querer e não justificam sua existência. Por outro lado, para os alunos a forma é desconexa da realidade vivida.
Porém, fora da sala, se nos atentarmos e prestarmos atenção nas conversas, certamente veremos diálogos do tipo:
- E aí brother? Vamos comer um hot dog?
- Bah, never!! Tô sem money.
- No problem…I have.
Isso mostra que, para além de um conjunto de regras gramaticais e de palavras a serem memorizadas, existe um “corredor” usado como meio de aprendizagem e de troca de um sistema de códigos linguísticos, os quais dominam e dos quais se utilizam como instrumento para interagirem com o mundo.

Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os
saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
Os espaços periurbanos aparecem como fronteiras entre a cultura urbana e rural, quando na verdade já foram derrubadas. A linha que separa as civilizações do mundo moderno é muito tênue. O acesso à informação não privilegia somente àqueles que detêm o capital, poucos não sabem o que seja hot dog ou money.
É preciso reinventar não apenas novas formas de ensino-aprendizagem, mas uma nova forma de ver o Homem. Ter um novo olhar significa desmistificá-lo, conseguir enxergá-lo por inteiro, sem preconceitos e sem barreiras.  Reinventar é lembrar e por em prática relações horizontais, onde as diversas singularidades constroem uma rica pluralidade de identidades e de saberes. Reinventar é superar o possível!
A nova sociedade requer que além de saber conviver com as diferenças, saibamos compartilhar conhecimento/saber com quem quer que seja, independentemente do espaço social. 


Todavia, a educação permanece como a velha barreira dos bancos escolares que séculos nos persegue, precisamos parar e ter um novo olhar. Assim nos depararemos com espaços onde a aprendizagem não somente da língua estrangeira, mas da geografia, da matemática e tantas outras disciplinas já são ensinadas e aprendidas através da convivência com outros integrantes da sociedade, que não necessariamente sejam professores.
Ter um novo olhar significa nos desprendermos dos velhos moldes que a nossa memória insiste em ficar atada para conseguirmos então, dar um passo a frente para reinventar velhas e novas formas de aprender que perpassam por outras práticas não formais de “ensinagem”.
Entretanto, para conseguirmos enxergar novas formas de aprender, precisamos primeiro analisar os processos solidários que permeiam as comunidades, coooperativas e tantos outros espaços de economia solidária, onde as pessoas por terem um objetivo maior e coletivo, se ensinam uns aos outros, fortalecem e respeitam o potencial de cada um e dessa forma o envolvimento e motivação que faltam nas salas de aula formais já ocorre nesses espaços ditos (in)visíveis.
Vivemos um tempo de re-emergência onde há um grande distanciamento da teoria e do empirismo. A escola insiste em teorizar, avaliar, ditar o certo ou o errado segundo as diferentes epistemologias, enquanto que nos espaços periurbanos o que ocorre são vivências de aprendizagem, são artefatos que foram apreendidos na práxis, são avaliações de vidas e não de estudos científicos.
A grande trasnformação que necessitamos nesses novos tempos, pode ser utópica, porém uma alternativa seria apanharmos a sabedoria encontrada nas ruas e levá-la às escolas, para que assim ocorra um diálogo mais válido na educação, um diálogo, onde memórias e vivências se unam aos estudos teóricos, para então falarmos em processos de ensino aprendizagem com propriedade.
De acordo com Todorov (p.20, 2008) “a vida em sociedade impõe a aprendizagem da reciprocidade”, e é exatamente isso que está faltando nos educadores, a humildade para fazermos trocas recíprocas e aceitar que saberes da rua, também são importantes para a construção da sociedade e que não são meramente objetos de estudo.
Essa reciprocidade é visível em espaços onde um bem comum, um interesse maior é construído pelo coletivo, que pode ser dentro dos movimentos socias, em grupos que visam uma economia solidária ou até mesmo em grupos de vulnerabilidade social nas ruas de Porto Alegre.


A economia solidária adquire uma dimensão maior, quando nestes espaços são compartilhados os saberes da produção. O intuito deveria ser a possibilidade de todos evoluírem juntos. Nas relações de trabalho onde a equidade é um valor, as trocas são mais efetivas e a aprendizagem passa a ser extremamente significativa. 
Poderíamos trazer como exemplo o caso de uma confecção da moda feminina, cooperativa de modelistas e costureiras. O conhecimento/saber necessário para executar o trabalho ultrapassa o simples costurar, a modelagem exige conhecimentos de matemática, embora o trabalhador em geral não tenha noção de geometria plana ou espacial, consciente.
Esse é mais um dos pontos que gostaríamos de trazer para reforçar a ideia de a aprendizagem que se dá nestes espaços é um saber significativo e de extremo valor para a evolução da sociedade como um todo. A maneira como o homem produz a riqueza e como se relaciona com o trabalho é determinante no modo de produção do Estado. Segundo Martins (2011, p.104), “A coisificação das relações sociais promove a alienação do homem em relação à sua obra, faz com que apareça como coisa e objeto, e não sujeito de sua própria obra.”
O grande desafio é transformar a velha forma de produção em um meio partícipe de sobrevivência, onde o trabalhador seja quem pratica a ação, sujeito da sua história e não objeto, mero espectador. A práxis exige rigor epistemológico, trocas sistemáticas, não existe a possibilidade de se obter um resultado satisfatório quando não existe o comprometimento com a realidade posta.
Paulo Freire dizia que ninguém é uma tabula rasa, portanto respeitar os saberes do trabalhador é condição sine qua non para que o processo de ensino-aprendizagem se estabeleça. Desta maneira, seriam utilizados na prática todo e qualquer conhecimento já experimentado ou vivenciado e, assim, haveria uma contribuição efetiva para o desenvolvimento do coletivo.


Maria do Carmo Vargas


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pessoal, juntei os textos da Patrícia, Maria C e o meu e acrescentei mais um pouco, não consegui utilizar o da Mara, deixei minha contribuição em azul, com direito a risco e rabiscos!!! Ah,  não mexi no título, pois não consegui pensar nenhum samba enredo que vá ao encontro do nome do nosso seminário. hihihihihih




Re-inventar ...( o título colocamos no final...risquei a regra que diz que devemos começar por ele).

Da sala de aula até a porta de saída do prédio existe um tempo e um espaço onde os discursos afloram. Podemos chamá-los de “discursos de corredor”. Não sei por que isso acontece,(mas acontece): eles surgem com clareza e com verdades absolutas. Neles sabemos exatamente o que queremos e buscamos, seja ao falarmos de projetos ou de referenciais e teorias.
Isso talvez aconteça porque liberamos nossa mente dos bloqueios impostos pelo formato do ambiente formal que perdura das escolas às universidades. E se isso é verdade, também é verdade que os espaços de aprendizagem precisam ser repensados, ou re-inventados para permitir a fruição da linguagem e da mente.
Partindo desse pressuposto, analisar e entender a construção do conhecimento que se dá nas ruas e nos espaços não formais de educação é elemento fundante de pesquisa para essa reinvenção.
Peguemos o exemplo da aprendizagem da língua estrangeira. Ao entrarmos em uma comunidade periurbana, onde as dificuldades e carências são evidentes, professores se deparam com uma realidade distanciada da sua e pouco fértil para criar o desejo nos alunos em aprender uma nova língua. As técnicas e os meios de ensino não estimulam o querer e não justificam sua existência. Por outro lado, para os alunos a forma é desconexa da realidade vivida.
Porém, fora da sala, se nos atentarmos e prestarmos atenção nas conversas, certamente veremos diálogos do tipo:
- E aí brother? Vamos comer um hot dog?
- Bah, never!! Tô sem money.
- No problem…I have.
Isso mostra que, para além de um conjunto de regras gramaticais e de palavras a serem memorizadas, existe um “corredor” usado como meio de aprendizagem e de troca de um sistema de códigos linguisticos, os quais dominam e dos quais se utilizam como instrumento para interagirem com o mundo.

         Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a  aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os
saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
            Os espaços periurbanos aparecem como fronteiras entre a cultura urbana e rural, quando na verdade já foram derrubadas. A linha que separa as civilizações do mundo moderno é muito  tênue. O acesso à informação não privilegia somente àqueles que detêm o capital, poucos não sabem o que seja hot dog ou money.
            É preciso reinventar não apenas novas formas de ensino-aprendizagem, mas uma nova forma de ver o Homem. Ter um novo olhar significa desmistificá-lo, conseguir enxergá-lo por inteiro, sem preconceitos e sem barreiras. Reinventar é superar o possível! Reinventar é lembrar e por em prática relações horizontais, onde as diversas singularidades constróem uma rica pluralidade de identidades e de saberes.
           A nova sociedade requer que além de saber conviver com as diferenças, saibamos compartilhar conhecimento/saber com quem quer que seja, independentemente do espaço social.


Todavia, a educação permanece com a velha barreira dos bancos escolares que à séculos nos persegue, precisamos parar e ter um novo olhar, assim nos depararemos com espaços  onde a aprendizagem não somente da lingua estrangeira, mas da geografia, da matemática e tantas outras disciplinas já são ensinadas e aprendidas através da convivências com  outros  integrantes da sociedade, que não necessariamente sejam profesores.
 Ter um novo olhar significa nos desprendermos dos velhos moldes que a nossa memória insiste em ficar atada  para conseguirmos então, dar um passo a frente para reinventar velhas e novas formas de aprender que perpassam por outras práticas não formais de “ensinagem”.
            Entretanto, para conseguirmos enxergar novas formas de aprender, precisamos primeiro analisar os processos solidários que permeiam as comunidades, coooperativas e tantos outros espaços  de economia solidária, onde as pessoas por terem um objetivo maior e coletivo, se ensinam uns aos outros, fortalecem e respeitam o potencial de cada um e dessa forma o envolvimento e motivação que faltam nas salas de aula formais já ocorre nesses espaços ditos (in)visíveis.
            Vivemos um tempo de re-emergência onde há um grande distanciamento da teoria e do empirismo. A escola insiste em teorizar, avaliar, ditar o certo ou o errado segundo as diferentes epistemologias, enquanto que nos espaços periurbanos o que ocorre são vivências de aprendizagem, são artefatos que foram apreendidos na práxis, são avaliações de vidas e não de estudos científicos.
            A  grande trasnformação que necessitamos nesses novos tempos, pode ser utópica,porém uma alternativa seria apanharmos a sabedoria encontrada nas ruas e  levá-la às escolas, para que assim ocorra um diálogo mais válido na educação, um diálogo, onde memórias e vivências  se unam aos estudos teóricos, para então falarmos em processos de ensino aprendizagem com propriedade.
            De acordo com Todorov (p.20, 2008)  “ a vida em sociedade impõe a aprendizagem da reciprocidade”, e é exatamente isso que está faltando nos educadores, a humildade para fazermos trocas recíprocas e aceitar que saberes da rua, também são importantes para a construção da sociedade e que não são meramente objetos de estudo.
            Essa reciprocidade é visível em espaços onde um bem comum, um interesse maior é construído pelo um coletivo, que pode ser dentro dos movimentos socias, em grupos que visam uma economia solidária ou até mesmo em grupos de vulnerabilidade social nas ruas de Porto Alegre.
 ...
Juliana Santos
            


quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Olá, quem puder avisa aí...
Durante a volta da aula no calorão de ontem, acabei tomando uma chuva que não me fez nada bem neste momento ainda de recuperação. Decido não ir na aula hoje, uma vez que será gravada, para ficar em casa continuando o texto coletivo e poder ir amanhã.
Obrigada.
Mara Welter.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Si Puó Fare

O filme SI PUÒ FARE, ou DÁ PARA FAZER, baseado em fatos reais, faz uma alegoria inteligente a diversos dilemas e contradições vividas na contemporaneidade: Por um lado discute um primeiro dilema vivido, ainda hoje pelo movimento da economia solidária e pela esquerda de um modo mais amplo que é o de se inserir nas regras ou no jogo do mercado buscando nele as condições materiais para a sobrevivência de grupos em situação de vulnerabilidade social ou negá-lo, mantendo-se “puro”, porém sem oferecer as mesmas condições materiais necessárias àquela sobrevivência. Uma segunda questão diz respeito à capacidade produtiva e organizativa destes mesmos grupos. Outra questão interessante tratada no filme se refere ao contraponto entre individualidade versus objetivos do grupo. Muitas vezes no afã de atingir objetivos maiores, grupos sociais passam a negligenciar individualidades se desumanizando. As relações de poder, também, são inteligentemente discutidas quando Nello tenta empoderar os trabalhadores da cooperativa, o presidente psiquiatra diz que eles são incapazes e da mesma forma entre os mesmos trabalhadores se julgando da mesma forma. Em um determinado momento, quando Nello precisa se ausentar, instala-se um vazio que por pouco não se torna caos porque os trabalhadores não estão habituados a agir com autonomia e sim a serem tutelados.

A questão de se inserir ou não no mercado tem gerado muita discussão dentro do Movimento de Ecosol. Até que ponto podemos conviver em um mercado onde a competição é a regra e está acima de qualquer coisa? Onde não há ética ou respeito ao ser humano?

Por outro lado, como prover o sustento das famílias sem se inserir neste mesmo mercado. Muitos empreendimentos têm tentado manter seus valores e ao mesmo tempo se relacionar com o mercado capitalista. É isso possível?

Os processos de empoderamento de grupos sociais em situação de vulnerabilidade também se constituem em grandes desafios, uma vez que a lógica e a cultura hegemônicas fazem-nos a todos acreditar que estes sujeitos nunca conseguirão construir a sua autonomia e que são muito poucos capazes. No filme quando se conseguem identificar nas individualidades as características úteis à cooperativa o grupo cresce e as pessoas passam a acreditar em si mesmo. Da mesm a forma, aqueles já empoderados e com alguns saberes importantes já construídos precisam apreender a respeitar os processos e o ritmo de crescimento de cada um pois se isso não ocorre, ocorre a hierarquização/verticalização das relações e isso é apenas o primeiro passo para a desconstrução das relações solidárias e dos princípios da Ecosol.

João