No novo século, a era digital predominou em todos os meios sociais, influenciando diretamente nas relações produtivas, e nos trouxe muita informação. Todavia, são poucos os que fazem a dicotomia entre informação e conhecimento. A informação invade os lares de todas as classes sociais. Os meios de comunicação de massa ditam os novos estilos de comportamento e novas concepções de vida, segundo José de Souza Martins. Por essa razão, é fundamental distinguir a informação do conhecimento, a informação é algo pronto, acabado, não houve construção, apenas dados, houve sim a reprodução do conhecimento. O conhecimento se constrói na análise, na práxis, na relação do cotidiano, da prática com a teoria, com os fatos concretos aliados à lógica e a reflexão de cada ato.
A modernidade se favorece com a era digital, e nela através dos blogs, sites, links, os indivíduos postam suas ansiedades, seus sonhos, seus luxos, suas vaidades, o privado torna-se público. Entretanto não deixa de ser um espaço para denunciar as injustiças, as barbáries, e revelar os conflitos internacionais, nacionais, regionais e metropolitanos que estão ocorrendo na sociedade sendo descobertos os véus da impunidade e do silêncio. O espaço virtual também é um meio de reivindicação, de protesto, de negação à ordem social vigente, temos de ter a re-emergência de analisar a realidade e ver em que papel o homem está inserido nesse sistema, onde estão as classes sociais que mantém e as que são escravizadas por esse sistema. É fundamental salvar o homem do próprio homem, a exploração do trabalho, do homem pelo homem, tira as condições materiais de seu desenvolvimento como pessoa. A modernidade nos traz um falso paradigma de sermos iguais, assim como a própria constituição que nasceu dela, mas não há meios- de- produções acessíveis a todos para sermos iguais. A era digital e tecnológica traz a tona, sonhos de uma realidade virtual possível a todos, mas tudo não passa de mera ilusão, serve apenas para reforçar e nutrir os sistemas do pode vigente e não para o desenvolvimento do próprio homem. A informação com a era tecnológica e digital surge em enxurrada, temos de processá-la e fazer uso dela para criar novos conceitos, novas concepções, novas relações, novos entendimentos, novos conhecimentos e através do novo, da intervenção do novo podemos assim criar e resistir.
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