Não há como falar de solidariedade sem trazer à luz o Funcionalismo. Para os funcionalistas a sociedade era vista como um organismo vivo, onde cada membro era representado por um órgão e tinha uma função específica.
Assim sendo, fica evidente que para manter a saúde de um organismo é necessário que todos os órgãos estejam trabalhando em plena harmonia e equilíbrio. Marx já conclamava a união dos trabalhadores com o objetivo de vencer a exploração do homem pelo homem.
A solidariedade está intimamente ligada ao sentimento de cooperativismo, ou seja, ao compromisso pelo qual as pessoas se obrigam umas às outras e cada uma a todas, assumindo, desta maneira, a responsabilidade por um objetivo comum.
De acordo com Durkheim, “[...] Com efeito, é da natureza das tarefas especiais escapar a ação da consciência coletiva; porque, para que uma coisa seja objeto de sentimentos comuns, a primeira condição é que ela seja comum, isto é, que esteja presente em todas as consciências e que todas possam representá-las de um único ponto de vista[...]” (1988, pg.80).
Quando não existe consciência coletiva, a solidariedade deixa de existir. Portanto, não há como compartilhar objetivos comuns, quando o individual prevalece e as minorias são privilegiadas.
Maria do Carmo
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