sábado, 24 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Processos educativos na perspectiva da solidariedade
Na educação básica , peça inicial de construção de aprendizagens efetivas nos anos iniciais se depara uma triste realidade ,ou seja de um lado os avanços financeiros e recursos materiais pedagógicos e por outro ,o pouco estimulo e motivação dos professores , não que isso seja uma regra ou desculpa pelo fracasso do meio escolar , mas com certeza isto esta intimamente relacionado .
A solidariedade numa visão de ação comunitária ,propõe nos espaços escolares re-inventar e garantir qualidade pedagógica , demonstrando aos envolvidos a qualidade das aprendizagens nestes espaços escolares.
Ao definir processos educativos devemos entender a validade dos programas oferecidos pelo Ministério da Educação , como instrumentos de efetivação das politicas educacionais e reconher nos espaços comunitários como estão sendo efetivadas .
Inclusão e diversidade
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Tendo em vista a dificuldade que algumas colegas estão encontrando em construir o texto ou de utilizar esta ferramenta (blog), vou aguardar as instruções dos professores para dar continuidade a minha escrita. Não tenho a pretensão de escrevê-lo sozinha, visto que a construção é coletiva. Respondendo a pergunta da colega, Mara, acredito que o texto deva ser escrito na 3ª pessoa do singular, como qualquer artigo científico.
Há braçossssssssssssss
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
HELP
Alguém pode me indicar o caminho das pedras pra eu ter acesso ao texto?
Aguardo...
Obrigada, Mara.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Texto Coletivo - Continuando...
Tentei fazer alguns alinhavos, porque para a costura final, ainda é cedo. Fiz apenas uma correção na citação de Todorov da Ju, quanto às cores, apenas escureci o verde da correção e deixei o todo o texto da Ju em azul, o da Pati ficou em vermelho e o meu em preto. Se eu estiver enganada, por favor me corrijam.
Bjinhosssssssssss
Título:................
O homem somente se realiza plenamente pela cultura e na cultura. Não há cultura sem cérebro humano (aparelho biológico dotado de competência para agir, perceber, saber, aprender), mas não há mente (mind), isto é, capacidade de consciência e pensamento, sem cultura.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Continuação da construção do texto.
Meninas...fiz mais algumas contribuições e acabei colocando as iniciais no final de cada uma,mas caso prefiram deixar em cores, usei a vermelha, e o verde correção. Fi-lo para que possamos nos identificar e assim qdo tivermos dúvidas maiores possamos nos falar por email ou fone. E tb para as contribuições que virão, se as pessoas quiserem fazer o mesmo, já que não teremos mais aula presencial.
É tendência falarmos mais do que dominamos mais, então me aprofundei um pouco na questão da memória , mas quero que releiam e se de repente algo ficou desconexo, please, "conecteiam"...me empolguei, sorry...rsrsr
A Do carmo introduz um novo enfoque, a questão do trabalho, precisamos fazer a costura...!!
Ainda sem título....(!!!)
Da sala de aula até a porta de saída do prédio existe um tempo e um espaço onde os discursos afloram. Podemos chamá-los de “discursos de corredor”. Não sei por que isso acontece, (mas acontece): eles surgem com clareza e com verdades absolutas. Neles sabemos exatamente o que queremos e buscamos, seja ao falarmos de projetos ou de referenciais e teorias.
Isso talvez aconteça porque liberamos nossa mente dos bloqueios impostos pelo formato do ambiente formal que perdura das escolas às universidades. E se isso é verdade, também é verdade que os espaços de aprendizagem precisam ser repensados, ou re-inventados para permitir a fruição da linguagem e da mente.
Partindo desse pressuposto, analisar e entender a construção do conhecimento que se dá nas ruas e nos espaços não formais de educação é elemento fundante de pesquisa para essa reinvenção.
Peguemos o exemplo da aprendizagem da língua estrangeira. Ao entrarmos em uma comunidade periurbana, onde as dificuldades e carências são evidentes, professores se deparam com uma realidade distanciada da sua e pouco fértil para criar o desejo nos alunos em aprender uma nova língua. As técnicas e os meios de ensino não estimulam o querer e não justificam sua existência. Por outro lado, para os alunos a forma é desconexa da realidade vivida.
Porém, fora da sala, se nos atentarmos e prestarmos atenção nas conversas, certamente veremos diálogos do tipo:
- E aí brother? Vamos comer um hot dog?
- Bah, never!! Tô sem money.
- No problem…I have.
Isso mostra que, para além de um conjunto de regras gramaticais e de palavras a serem memorizadas, existe um “corredor” usado como meio de aprendizagem e de troca de um sistema de códigos linguísticos, os quais dominam e dos quais se utilizam como instrumento para interagirem com o mundo. (Pat)
Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
Os espaços periurbanos aparecem como fronteiras entre a cultura urbana e rural, quando na verdade já foram derrubadas. A linha que separa as civilizações do mundo moderno é muito tênue. O acesso à informação não privilegia somente àqueles que detêm o capital, poucos não sabem o que seja hot dog ou money.
É preciso reinventar não apenas novas formas de ensino-aprendizagem, mas uma nova forma de ver o Homem. Ter um novo olhar significa desmistificá-lo, conseguir enxergá-lo por inteiro, sem preconceitos e sem barreiras. Reinventar é lembrar e por em prática relações horizontais, onde as diversas singularidades constroem uma rica pluralidade de identidades e de saberes. Reinventar é superar o possível!
A nova sociedade requer que além de saber conviver com as diferenças, saibamos compartilhar conhecimento/saber com quem quer que seja, independentemente do espaço social. (MC)
Todavia, a educação permanece como a velha barreira dos bancos escolares que há séculos nos persegue, precisamos parar e ter um novo olhar. Assim nos depararemos com espaços onde a aprendizagem não somente da língua estrangeira, mas da geografia, da matemática e tantas outras disciplinas já são ensinadas e aprendidas através da convivência com outros integrantes da sociedade, que não necessariamente sejam professores.
Ter um novo olhar significa nos desprendermos dos velhos moldes que a nossa memória insiste em ficar atada para conseguirmos então, dar um passo a frente para reinventar velhas e novas formas de aprender que perpassam por outras práticas não formais de “ensinagem”.
Entretanto, para conseguirmos enxergar novas formas de aprender, precisamos primeiro analisar os processos solidários que permeiam as comunidades, coooperativas e tantos outros espaços de economia solidária, onde as pessoas por terem um objetivo maior e coletivo, se ensinam uns aos outros, fortalecem e respeitam o potencial de cada um e dessa forma o envolvimento e motivação que faltam nas salas de aula formais já ocorre nesses espaços ditos (in)visíveis.
Vivemos um tempo de re-emergência onde há um grande distanciamento da teoria e do empirismo. A escola insiste em teorizar, avaliar, ditar o certo ou o errado segundo as diferentes epistemologias, enquanto que nos espaços periurbanos o que ocorre são vivências de aprendizagem, são artefatos que foram apreendidos na práxis, são avaliações de vidas e não de estudos científicos.(JU)
Nesses espaços, essas vivências vêm de diferentes formas: através da educação informal, da educação de jovens e adultos, da educação popular e também da educação formal. Cada uma com suas características próprias, mas com o objetivo comum de transformar os sujeitos em atores sociais,econômicos e culturais.
Por mais contundente que seja a crítica com o formato da escola hoje, com o distanciamento desta com a vida real que está para além dos muros escolares, ainda assim não podemos negá-la. Ela existe e está na comunidade, e é nela que muitos irão buscar a possibilidade de mudança de seu status quo, embora de lá evadam sem nenhuma bagagem cultural. (Pat)
A grande transformação necessária nesses novos tempos,pode ser utópica, porém uma alternativa seria apanharmos a sabedoria encontrada nas ruas e levá-la às escolas, para que assim ocorra um diálogo mais válido na educação, um diálogo onde memórias e vivências se unam aos estudos teóricos, para então falarmos em processos de ensino aprendizagem com propriedade. (Ju)
Outra seria re-conhecermos os espaços constituídos na comunidade enquanto lugar de apoderamento e de construção de protagonismos, entender como neles são construídas novas e diferentes pedagogias, e a partir disso fortalecer interações e cooperações entre escola/comunidade.
Quem domina o conhecimento, acaba também por controlar os meios de expressão e de criação. Então fortalecer os espaços da comunidade significa socializar ferramentas de construção de futuro.
Descobrir como essas comunidades se organizam,aprendem , se relacionam, é essencial para a construção de uma estratégia e de um método onde a proposta da relação solidária seja meio para que a comunidade se perceba e tenha domínio de sua história e de sua cultura. É a partir da riqueza disponível no território, seja esta organismos, pessoas, saberes ou bens materiais/ imateriais, que ocorre a mobilização para uma educação libertária e que só se dá efetivamente no coletivo e em determinados espaços.
Que espaços são esses e como se utilizam da memória, da oralidade, dos costumes, da língua, para terem, verdadeiramente, conhecimento de sua história, domínio de seu presente e serem responsáveis por seu futuro? Que apelos os permitem trabalhar com diferentes atores buscando uma identidade que os una e os façam participar e lutar por melhoria de vida? Como que mesmo com escassos recursos financeiros, se apropriam dos recursos culturais e patrimoniais da comunidade, individual e coletivamente, e os transformam em matéria prima para criar uma nova pedagogia? (Pat)
De acordo com Todorov (p.20, 2008) “a vida em sociedade impõe a aprendizagem da reciprocidade”, e é exatamente isso que está faltando nos educadores, a humildade para fazermos trocas recíprocas e aceitar que saberes da rua, também são importantes para a construção da sociedade e que não são meramente objetos de estudo.
Essa reciprocidade é visível em espaços onde um bem comum, um interesse maior é construído pelo coletivo, que pode ser dentro dos movimentos socias, em grupos que visam uma economia solidária ou até mesmo em grupos de vulnerabilidade social nas ruas de Porto Alegre. (Ju)
A economia solidária adquire uma dimensão maior, quando nestes espaços são compartilhados os saberes da produção. O intuito deveria ser a possibilidade de todos evoluírem juntos. Nas relações de trabalho onde a equidade é um valor, as trocas são mais efetivas e a aprendizagem passa a ser extremamente significativa.
Poderíamos trazer como exemplo o caso de uma confecção da moda feminina, cooperativa de modelistas e costureiras. O conhecimento/saber necessário para executar o trabalho ultrapassa o simples costurar, a modelagem exige conhecimentos de matemática, embora o trabalhador em geral não tenha noção de geometria plana ou espacial, consciente.
Esse é mais um dos pontos que gostaríamos de trazer para reforçar a idéia de a aprendizagem que se dá nestes espaços é um saber significativo e de extremo valor para a evolução da sociedade como um todo. A maneira como o homem produz a riqueza e como se relaciona com o trabalho é determinante no modo de produção do Estado. Segundo Martins (2011, p.104), “A coisificação das relações sociais promove a alienação do homem em relação à sua obra, faz com que apareça como coisa e objeto, e não sujeito de sua própria obra.”
O grande desafio é transformar a velha forma de produção em um meio partícipe de sobrevivência, onde o trabalhador seja quem pratica a ação, sujeito da sua história e não objeto, mero espectador. A práxis exige rigor epistemológico, trocas sistemáticas, não existe a possibilidade de se obter um resultado satisfatório quando não existe o comprometimento com a realidade posta.
Paulo Freire dizia que ninguém é uma tabula rasa, portanto respeitar os saberes do trabalhador é condição sine qua non para que o processo de ensino-aprendizagem se estabeleça. Desta maneira, seriam utilizados na prática todo e qualquer conhecimento já experimentado ou vivenciado e, assim, haveria uma contribuição efetiva para o desenvolvimento do coletivo. (MC)
Texto Coletivo - Continuação
Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Quando este “corredor” está sendo utilizado como um meio, para que a aprendizagem se estabeleça, estamos dizendo que o espaço da sala de aula não é a única possibilidade de interação com os saberes ou signos e que existem inúmeras maneiras e sistemas, onde a troca pode ser efetiva.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Si Puó Fare
O filme SI PUÒ FARE, ou DÁ PARA FAZER, baseado em fatos reais, faz uma alegoria inteligente a diversos dilemas e contradições vividas na contemporaneidade: Por um lado discute um primeiro dilema vivido, ainda hoje pelo movimento da economia solidária e pela esquerda de um modo mais amplo que é o de se inserir nas regras ou no jogo do mercado buscando nele as condições materiais para a sobrevivência de grupos em situação de vulnerabilidade social ou negá-lo, mantendo-se “puro”, porém sem oferecer as mesmas condições materiais necessárias àquela sobrevivência. Uma segunda questão diz respeito à capacidade produtiva e organizativa destes mesmos grupos. Outra questão interessante tratada no filme se refere ao contraponto entre individualidade versus objetivos do grupo. Muitas vezes no afã de atingir objetivos maiores, grupos sociais passam a negligenciar individualidades se desumanizando. As relações de poder, também, são inteligentemente discutidas quando Nello tenta empoderar os trabalhadores da cooperativa, o presidente psiquiatra diz que eles são incapazes e da mesma forma entre os mesmos trabalhadores se julgando da mesma forma. Em um determinado momento, quando Nello precisa se ausentar, instala-se um vazio que por pouco não se torna caos porque os trabalhadores não estão habituados a agir com autonomia e sim a serem tutelados.
A questão de se inserir ou não no mercado tem gerado muita discussão dentro do Movimento de Ecosol. Até que ponto podemos conviver em um mercado onde a competição é a regra e está acima de qualquer coisa? Onde não há ética ou respeito ao ser humano?
Por outro lado, como prover o sustento das famílias sem se inserir neste mesmo mercado. Muitos empreendimentos têm tentado manter seus valores e ao mesmo tempo se relacionar com o mercado capitalista. É isso possível?
Os processos de empoderamento de grupos sociais em situação de vulnerabilidade também se constituem em grandes desafios, uma vez que a lógica e a cultura hegemônicas fazem-nos a todos acreditar que estes sujeitos nunca conseguirão construir a sua autonomia e que são muito poucos capazes. No filme quando se conseguem identificar nas individualidades as características úteis à cooperativa o grupo cresce e as pessoas passam a acreditar em si mesmo. Da mesm a forma, aqueles já empoderados e com alguns saberes importantes já construídos precisam apreender a respeitar os processos e o ritmo de crescimento de cada um pois se isso não ocorre, ocorre a hierarquização/verticalização das relações e isso é apenas o primeiro passo para a desconstrução das relações solidárias e dos princípios da Ecosol.
João